Jeguatá-Xirê: Já pensou que olhar pro céu pode ser um gesto político?

E se olhar para o céu fosse um ato político?

Jeguatá-Xirê é um curta-metragem premiado que mistura animação, cosmologia africana e saberes indígenas para propor exatamente isso: que as estrelas sempre foram território de memória, resistência e liberdade — muito antes de qualquer telescópio ou fronteira colonial.

O céu é uma biblioteca de narrativas. Em cada estrela brilhante ou mancha escura do universo, ecoam histórias que atravessam tempos e territórios, guiando colheitas, sonhos e lutas. Nessa travessia de luz, som e memória, seguimos os rastros de uma serpente cósmica que entrelaça céu e terra, desfazendo fronteiras coloniais e desenhando caminhos espirais para outros mundos possíveis. Entre xirês metafísicos e os cantos ancestrais de aldeias e kilombos, corpos e pensamentos se expandem como constelações insurgentes, descolonizando tempo e espaço. Olhar para o céu é um ato de liberdade.

O nome já entrega o espírito do filme: jeguatá vem do tupi-guarani e significa caminhar, atravessar; xirê é a roda sagrada do candomblé. Juntos, formam uma espiral — um convite para se mover sem nunca fechar o círculo. 

São menos de 10 minutos. Vale cada segundo.

 

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